Quando a terapia não dá o resultado que você esperava


Muitas mães ficam ansiosas para ver seu filho finalmente engatinhar, andar, falar, etc. Quando a criança precisa de terapia de estimulação para adquirir essas habilidades, é comum querer ver logo os progressos. Mas… o que fazer quando a terapia não dá o resultado que você esperava?

Leia este post e veja a grande lição que aprendi justo num momento em que me senti frustrada. Tenho certeza que vai te ajudar a enxergar sua realidade de Mater Plus de forma mais otimista!


Se você leu meus textos anteriores, sabe que meu filho mais velho faz várias terapias de estimulação precoce por causa da grave anóxia que sofreu ao nascer. Desde então, conheci de perto este novo mundo dos tratamentos neurológicos para bebês.

Fisioterapia motora, estimulação visual, terapia ocupacional, fonoaudiologia, musicoterapia, hidroterapia, integração sensorial, equoterapia e natação são alguns dos compromissos que, em algum momento, já estiveram (ou ainda estão) na nossa agenda super-mega ocupada.

Meu post anterior foi de comemoração: Paulo havia recebido alta da fisioterapeuta e uma das minhas maneiras de celebrar foi compartilhando a experiência aqui, pois achei que muitas mães poderiam se beneficiar.

Parece irônico que o post imediatamente seguinte, (ou seja, este aqui que você está lendo!) seja para refletir sobre a situação oposta: quando a terapia não dá o resultado que você esperava

Menino-chateado

 

SIM, ISSO TAMBÉM ACONTECEU POR AQUI

Justamente alguns dias após comemorar a alta do Paulo na fisioterapia, percebi que o estrabismo nos olhos dele, uma das consequências da anóxia, havia piorado. Não entendi por que, afinal, ele faz estimulação visual desde os três meses de idade! Além das idas semanais ao consultório da terapeuta até hoje, fazemos com ele duas horas de estimulação todos os dias. Sim, todos os dias. De domingo a domingo. Faça chuva ou faça sol.

UM EXEMPLO PRÁTICO DA LUTA POR UMA BOA VISÃO

Lembro-me de uma vez em que iríamos passar o dia fora de casa com uns amigos. Eu precisava garantir que ele não ficaria sem os exercícios para os olhos, então acordei bem mais cedo para brincar com ele usando as técnicas que as terapeutas haviam me ensinado.

Preguiça

Isso parece exagero, né? Confesso que eu mesma pensava que “um dia sem terapia não vai fazer tanta diferença, me deixa dormir mais, vai!

Mas… DUAS oftalmologistas tinham sido muito firmes comigo ao afirmar que a estimulação tinha de ser diária! Caso contrário, ele ficaria com atraso, segundo a primeira médica me explicou. Então… sinceramente… eu não quis arriscar ser preguiçosa, kkkkk. Como você pode perceber, tive de aprender a ser mais organizada e disciplinada!

 

 

ESFORÇO versus RESULTADO

Bom, voltando ao assunto, levei meu filho para ser novamente avaliado pela oftalmologista e pela terapeuta. Para resumir, minhas suspeitas de que o estrabismo havia piorado foram confirmadas. A partir de agora, a estimulação precisará ser um pouco mais intensa (!!!) e ele começou a usar óculos.

Eu sou do tipo de mãe nhem-nhem-nhem, então preciso ser sincera com você: fiquei frustrada. Até porque não está sendo fácil — nada fácil mesmo — fazê-lo aceitar os óculos!!! Aliás, você tem alguma dica para me dar?

Fiquei surpresa com essa piora também, afinal, aqui em casa a gente se esforça muito para que ele sempre faça as estimulações! Mas… isso faz parte da realidade de uma Mater Plus! Aliás, isso faz parte da vida: quem nunca se sentiu frustrado por não conseguir o resultado que queria, mesmo após muito esforço?

QUAL O SEGREDO PARA NOSSAS AÇÕES SEMPRE TEREM RESULTADO?

Upset-Relief

Nos dias que se seguiram às consultas e à novidade dos óculos, fiquei refletindo sobre tudo isso. Qual o segredo para nossas ações sempre terem resultado? E encontrei uma resposta que me confortou muito! Na segunda parte deste post, vou compartilhar com você, em detalhes, este “segredo”. Foi uma grande lição para mim, que certamente vai me ajudar muito nesta jornada de Mater Plus e na vida em geral. Até lá!

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