Quando a terapia não dá o resultado que você esperava (Parte 2)


Você sonha em ver seu filho desenvolver plenamente suas habilidades? Espera que as terapias de estimulação o ajudem? Não deixe de ler AQUI a primeira parte desta conversa. Depois, leia o texto abaixo sobre o que fazer quando a terapia do seu filho não dá o resultado que você esperava — sem frustrações exageradas, sem neuras!


Você queria que seu filho andasse após algumas sessões com a fisioterapeuta. Mas não andou. Você queria que ele já soubesse falar, afinal, todas as demais crianças da idade dele já falam. Você adoraria que ele tivesse uma visão perfeita, mas está como eu, na luta para seu filho aceitar usar óculos. Em suma, você queria que ele recebesse alta de todas as terapias porque, finalmente, seus esforços como Mater Plus deram os resultados que você esperava.

girl-504315_640Nem preciso dizer que a vida não é assim, né? Quem nunca se sentiu frustrado por não atingir um objetivo, mesmo após muito esforço?

Afinal, qual o segredo para sempre ter resultado nas nossas ações?

Como Mater Plus que você e eu somos, o que fazer para não passar uma vida inteira se lamentando porque as terapias não renderam como queríamos?

 

 

O SEGREDO

Tantas perguntas! Uma só resposta. E uma resposta que, de tão simples, a gente nem dá muita bola. Acha que é romantismo infantil. Mas não é. É coisa de gente que quer ser madura, que tenta enxergar além do “imediato” e do “visível”.

A resposta que encontrei foi esta: lute POR AMOR. O amor em cada uma das suas ações é a garantia de resultado. O esforço com amor e por amor traz um lucro muito maior do que poderíamos esperar, principalmente quando fazemos algo para outra pessoa.

POR QUE ISSO GARANTE RESULTADO?

BabyFeet

Uma ação feita com amor colabora para a união entre você e a outra pessoa (no caso, seu bebê). Então, independente de o resultado “X” que você esperava ter sido (ou não) alcançado, o vínculo com seu filho se fortaleceu. Vocês ficam mais unidos a cada nova ação realizada com amor.

Portanto, se você se afundar na frustração com as demoras e dificuldades dos tratamentos, deixará de perceber que, enquanto estimula seu filho, pode aproveitar para conversar, cantar uma música, contar uma história, rir juntos… enfim, fortalecer o vínculo. Isso vale muito a pena. Talvez até mais do que se ele já tivesse 100% das habilidades que você esperava.

 

 

 

DEIXE-ME TE DAR UM EXEMPLO PRÁTICO

Fazer as estimulações que aprendi nas diversas terapias do Paulo sempre foi um trabalho exigente para mim. Não só porque eu não sabia nada, absolutamente nada (nem segurar no colo!), mas também porque demandava e ainda demanda tempo, estudo e uma série de qualidades emocionais que tenho de adquirir na marra, como paciência, organização, otimismo, etc. O tempo investido nessas estimulações com ele, também em casa, é bastante considerável.

Hoje, o maior e melhor fruto disso tudo é a conexão que ele e eu temos. Nosso vínculo foi se fortalecendo ao lutarmos juntos nas terapias. Isso me faz pensar: que importam as limitações dele? Eu também tenho as minhas, ué!

Apesar de ele ainda não falar, posso dizer que o entendo muito bem. Conheço os diversos tipos de olhar, de choro, de expressão corporal. Acho que o nosso vínculo “mãe-filho”, que nos foi temporariamente “roubado” pelo tempo que ele passou na UTI, é mais forte graças a essa necessidade toda de terapias.

Como não reconhecer que tudo isso é muito bom, mesmo sendo desafiador e às vezes até doloroso? Aliás, aprendi que algo “bom” pode ser, ao mesmo tempo, “doloroso” — mas isso já é assunto para outro post!

Da próxima vez que você for brincar com seu filho e/ou levá-lo a uma terapia, espero que essas ideias te ajudem a enxergar de outro modo essa rotina tão puxada de Mater Plus! Afinal, esta nossa realidade é um tesouro escondido!

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