Nossa experiência com fisioterapia motora


Seu bebê precisa de fisioterapia motora? Aqui vou te contar um pouco da nossa experiência com essa terapia: as dificuldades e as soluções que encontramos. Não foi nada fácil (não mesmo!), mas valeu a pena.

 


 

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A notícia: Esta semana Paulo se despediu da fisioterapeuta. Recebeu alta da fisio e da hidroterapia, pois seu desenvolvimento motor foi considerado normal. Terá avaliações periódicas, mas “oficialmente” recebeu alta.

 

http://www.dreamstime.com/royalty-free-stock-photos-woman-expression-set-different-facial-expressions-image60625248A reação: Peraí, como é que é? Eu mesma tenho de reler o parágrafo acima, pois há pouco mais de um ano nem sonhava que ele receberia alta dessas duas terapias.

 

DEIXE-ME TE EXPLICAR…

Ele faz fisioterapia desde que nasceu. Como sofreu grave anóxia no parto e foi encaminhado para a UTI antes mesmo de eu poder vê-lo pela primeira vez, já recebeu lá no hospital inúmeros cuidados, e um deles era fisioterapia. Quando pôde ir para casa, me avisaram que era urgente que eu procurasse fisioterapia motora para ele.

A fisioterapia do Paulo foi um trabalho árduo, muito árduo para ele e para mim. Quando ele tinha quase 9 meses, finalmente encontrei uma fisioterapeuta que atende segundo o método neuroevolutivo Bobath, que fez toda a diferença! Após avaliá-lo com detalhes e ver que ele praticamente não se mexia, ela constatou que ele tinha 3 meses de atraso motor em relação à idade cronológica. Pode parecer bobeira, mas ler isso num relatório não é muito fácil para uma mãe.

O QUE EU FIZ, ENTÃO?

Eu estava decidida a fazer o que fosse necessário para minimizar ou até reverter os atrasos e as consequências que a anóxia poderia deixar nele (até hoje não consigo usar a palavra “sequela”). Médicos e terapeutas me orientaram a estimulá-lo muito, muito mesmo, pois a neuroplasticidade, especialmente nos primeiros anos de vida, poderia dar ótimos resultados.

*Fica a dica: se seu filho tem algum comprometimento neurológico, aproveite bem os primeiros anos dele com atividades e brincadeiras que o estimulem.

Passei a levá-lo na clínica 2 vezes na semana. Pedia para assistir às sessões para aprender alguns exercícios e assim poder fazer com ele em casa. Tive a sorte de encontrar duas incríveis terapeutas que me deixavam filmar as sessões para estudá-las em casa depois.

A partir dos vídeos das sessões, fazia slides com as explicações de cada exercício. Essa era a única forma de eu conseguir reproduzir em casa os movimentos! Sério! Achava tudo aquilo muito difícil, coisa de outro mundo para mim. Mas eu precisava aprender. Muito do futuro do meu filho dependia disso.

ALGUNS DOS SLIDES

 

 

AGENDA DE TERAPIAS-2014

 

Foram meses de muito trabalho para Paulo, que tinha uma rotina intensa para um bebê; para mim, que precisei ter muita disciplina para dar conta de tudo e, claro, para as duas fisioterapeutas que o atendiam.

 

 

 

 

 

 

OS RESULTADOS VIERAM!

Tanto trabalho deu resultados. Nunca vou esquecer o dia em que ele engatinhou pela primeira vez! Vocês não imaginam como levamos meses para conseguir que ele conseguisse sustentar o tronco na posição conhecida como “puppy 2”.

E o dia em que ele andou pela primeira vez, então? A família toda vibrou mais do que na Copa do Mundo, kkkk.

 

COMO ESSA EXPERIÊNCIA ME AJUDOU EM OUTRAS ÁREAS DA VIDA E COMO PODE AJUDAR VOCÊ TAMBÉM

Na segunda parte deste post, veja como essa experiência me ajudou em outras áreas da vida e como pode ajudar você também.

Ah! E pode me escrever, aqui nos comentários ou pela fan page do Facebook, contando qual a *sua* experiência na luta por terapias para seu bebê. Vai ser muito bom conhecer sua história também!

 

 

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