3 dicas para não se chatear com comentários alheios

 


Vida de mãe não é futebol, mas tem sempre um comentarista de plantão. No post abaixo, compartilho com você 03 dicas para não se chatear com comentários alheios. Afinal, a gente pode até ser meio “nervosinha”, mas no fundo, no fundo, a gente quer ser uma mãe mais leve, né? 


imagem-mulher-com-fone-ouvidoAnota aí: faz parte do “kit maternidade” lidar com julgamentos alheios e opiniões de todos os tipos. Não importa que tipo de mãe você é ou como cria seus filhos. Não importa se seu bebê é calmo ou agitado. Você sempre vai ouvir pitacos, perguntas indiscretas, julgamentos e até criticas. Vida de mãe não é futebol, mas tem sempre um comentarista de plantão.

Mas…e daí? Isso acontece em todas as esferas da vida. O problema é que, quando se refere à nossa maternidade, nossas emoções ficam mais afloradas e o comportamento dos “intrusos” chateia mais. Não é à toa que as redes sociais bombam sobre este assunto com desabafos, desaforos e até memes (afinal, rir ajuda!).

Julgamentos, pitacos, olhares curiosos, perguntas indiscretas e coisas do tipo podem acabar com o dia de uma mãe. Como lidar com isso? O que fazer para não se abalar tanto?

Abaixo, compartilho com você 03 dicas para não se incomodar com críticas e comentários que você recebe como mãe.

 

DICA 1 — O PODER QUE VOCÊ TEM (E TALVEZ NÃO SAIBA): A POSTURA ATIVA

Quando alguém nos dá ou diz alguma coisa, nós recebemos. Quando somos nós quem falamos ou damos, nós entregamos.

No primeiro caso, ficamos na posição passiva. No segundo, estamos na posição ativa.

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Antes de te explicar minha ideia, imagine a cena abaixo. Você leva seu filho ao parquinho e alguma simpática senhora vem falar com você e seu bebê. Lá pelas tantas, ocorre o seguinte diálogo (ou seria uma entrevista?):

— Seu bebê já engatinha? Já está andando? Já começou a falar?

Você nem consegue falar direito, mas esboça uma resposta:

— Não, ele ainda não engatinha.

— Ah! Nossa! Nesta idade o [fulaninho, seja filho, neto ou sobrinho] já até andava!

Numa situação assim, você recebe tantas perguntas e comentários que fica intimidada ou incomodada. Acho que toda mãe já passou por isso e, no caso de mulheres que vivem alguma realidade menos comum (bebê com deficiência, etc), o incômodo pode ser maior.

Num momento assim, vale a pena tentar trocar de posição nesta conversa. Sair da posição passiva (de quem está só recebendo as perguntas ou comentários) e passar para a posição ativa. Como assim?

O QUE FAZER COM AQUILO QUE SE RECEBE NA VIDA?

Não, não estou dizendo que precisamos já ter uma resposta pronta para a hora em que essas situações acontecem. Dar uma resposta pá-pum, na hora, nem sempre resolve o incômodo que fica por dentro.

O que ajuda, isso sim, é saber o seguinte: o que você faz com aquilo que recebe na vida? Com os comentários que recebe? Com as críticas que ouve? Com as opiniões que considera intrusas?

A verdade é que nem sempre podemos escolher ou controlar o que vamos receber. Mas podemos escolher o que fazer com isso. Liberdade! Podemos escolher como reagir. Se vamos ficar remoendo o fato ou não, se vamos retrucar ou não, etc. A decisão é nossa. Essa é a postura ativa de que falei antes.

VOCÊ DECIDE COMO REAGIR

Todo mundo quer fazer escolhas boas para a própria vida. Todo mundo quer acertar nas decisões que toma, especialmente as mães. Infelizmente, não há receitas mágicas para isso.

Vou te contar o que aconteceu comigo uma vez. Estávamos na casa de uns parentes e uma pessoa fez um comentário bem infeliz sobre meu filho que, na época, tinha dificuldades motoras. Eu fiquei surpresa e muito chateada, pois o tal parente sabia bem do histórico médico do meu filho. Por que ele tinha de ser tão bocudo e falar besteira? Aliás, por que existem os bocudos???

Hoje percebo que eu poderia ter reagido diferente, e é isso que tento fazer agora (já estava na hora de amadurecer, kkkk!).

Abaixo, compartilho as outras 02 dicas para não se incomodar com críticas e comentários que você recebe como mãe.

DICA 2 — PERDOAR

colored-pencils-1090000_1280Eu sei, eu sei. Perdoar parece estar fora de moda. Parece coisa de gente boazinha demais. Até de gente ingênua ou de personalidade fraca. Mas…é aí é que a gente se engana!

Perdoar é coisa de gente LIVRE. De gente LEVE. De gente SOLTA, que não anda pela vida carregando os defeitos dos outros.

É compreensível SENTIR incômodo quando o defeito de uma pessoa nos afeta diretamente. O problema é CONSENTIR com isso e deixar aquele incômodo morar dentro de você pra sempre.

Deixar que as falhas dos outros nos afetem é carregar junto tais defeitos. Mas… cá entre nós…vamos ser sinceras: já temos defeitos demais! Não precisamos acrescentar os dos outros à nossa lista. #TôFora

Não estou dizendo para você eliminar da sua vida os comentaristas e críticos de plantão — isso seria até impossível, pois, muitas vezes, são pessoas próximas. A melhor forma de libertar-se dos defeitos dos outros é pelo PERDÃO. Perdoar nos deixa mais leves e até mais aptos a ajudar (se for possível) a outra pessoa.

Receber uma ofensa ou comentário negativo é mesmo chato.  Mas pior ainda é ser quem transmite tudo isso, pois esse comportamento indica o quanto a pessoa está mal por dentro (e, portanto, infeliz). O perdão pode mudar esse quadro. Além de evitar que carreguemos os defeitos dos outros, abre a porta para a cura de quem te ofendeu.

Por último, precisamos fazer um mea culpa. A gente reclama quando pisam na bola com a gente, mas quem aqui nunca deu bola fora (mesmo sem perceber)? Quem nunca fez um comentário infeliz? Quem nunca fez uma pergunta indiscreta, para saber algo que não era da nossa conta? Que mãe nunca fez nenhum julgamentozinho sobre aquela colega de trabalho que cria o filho de forma diferente?

Ainda bem que existe o perdão. Senão seríamos todas muito solitárias e os nossos erros deixariam marcas perpétuas na nossa vida. Errar seria sempre o fim do mundo ou, pelo menos, o fim de uma amizade entre mães. Não precisa ser assim. Ufa!

DICA 3 — ENSINAR O FILHO A TER AUTOESTIMA, DESDE MUITO CEDO

push-ups-888024_1280Sabe o que eu deveria ter feito quando aquele bocudo zombou da dificuldade do meu filho? Deveria ter deixado falando sozinho. Minha reação deveria ter como foco o meu filho, não a outra pessoa.

Hoje, em vez de esperar que o mundo bata mais fraco, vou ensinar meus filhos a serem mais fortes. A serem seguros e resilientes. É claro que devemos nos defender e lutar por nossos direitos e pelos direitos de nossos filhos, mas a força interior e a autoestima, desde a primeira infância, são fundamentais.

 

Agora, me conta se você ou seu filho já enfrentaram alguma situação de crítica ou comentário chato. Como você reagiu? Como se sentiu depois?

 

 

One thought on “3 dicas para não se chatear com comentários alheios

  1. Oi Kerol. Verdade, todas nós já ouvimos pitacos e quando o filho tem alguma deficiência é mais difícil ainda. Eu ainda não tenho essa maturidade, mais ainda chego lá.
    Adorei o texto e super me identifiquei rsrs

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