Birras, irmãos e crianças especiais

Hoje teve birra e chororô aqui em casa.

– Mas, Kerol, isso é coisa para se postar?

Sim, porque a birra terminou por um motivo curioso. Continue lendo 

Meus meninos, de 4 e 2 anos, estavam fazendo birra após voltarem de uma das terapias. De repente — do nada — pararam. Tomaram ares de responsáveis e adotaram uma postura de “gente grande”. O motivo? A irmãzinha de apenas 19 dias de vida estava chorando no berço. Então, pararam de fazer a birra deles porque ela precisava de atenção.

Não é a primeira vez que noto que irmãos mais novos têm o poder de despertar nas crianças maiores um senso de proteção e cuidado. Isso pode ser bastante benéfico para os filhos, e mais ainda para crianças com necessidades especiais.

Como assim?

Geralmente, as crianças que têm algum tipo de necessidade especial recebem atenção a mais: ajudas, tratamentos, etc. Estão quase sempre na posição de pacientes, de “recebedores de cuidados”. Quando elas têm, portanto, a chance de CUIDAR de algo ou alguém (mesmo que seja fazendo algo muito pequeno), elas experimentam uma satisfação que pode abastecer sua autoestima e autoconfiança.

Por esse motivo, é importante que as crianças especiais não sejam tratadas como coitadinhas. É preciso atenção e sensibilidade para enxergar o potencial de cada uma, dentro de seu quadro clínico e faixa etária.

Conseguir extrair o melhor delas e mostrar-lhes suas capacidades (mesmo que pareçam pequenas aos nossos olhos) são ações com efeitos poderosos: ajudam no desenvolvimento global, auxiliam no ganho de habilidades e aumentam a autoestima da criança. Vale ou não vale a pena? 

Agora, me conte uma coisa. Você costuma dar pequenas tarefas à sua criança? Sabe adequá-las à faixa etária dela ou à possível necessidade especial que ela tenha? 

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